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O pecuarista também foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente da Odebrecht S.A. Marcelo Odebrecht, que é réu neste mesmo processo. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o pecuarista foi apresentado como o primeiro interessado na compra do imóvel onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. Durante a negociação, Bumlai indicou como comprador o parente dele Glauco da Costamarques, mas, por fim, o imóvel foi colocado em nome da DAG Construtora LTDA., dirigida por Demerval De Souza Gusmão Filho, que também é réu na ação, intimamente relacionado a Marcelo Odebrecht, ainda conforme a força-tarefa. Acusado na Operação Lava Jato de ter atuado em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em irregularidades, Bumlai foi preso em novembro de 2015. Ele já foi condenado, na primeira instância, a 9 anos e 10 meses de prisão em um processo da 21ª fase por crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva. Em 25 de abril, o pecuarista foi liberado da prisão domiciliar pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), levando em conta o estado de saúde dele, que sofre de cardiopatia e câncer de bexiga. Em novembro de 2016, o antigo relator da Operação Lava Jato, ministro Teori Zavascki, havia convertido a prisão preventiva de Bumlai em domiciliar.

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pecuarista José Carlos Bumlai chegou por volta das 9h30 desta terça-feira (9) a Fórum da Justiça Federal, nos Jardins, São Paulo, para depor ao juiz federal Sérgio Moro como testemunha de acusação da Lava Jato em processo que tem como réu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento será feito por meio de videoconferência. Nesta ação penal, o ex-presidente é acusado de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do petista, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, esses imóveis foram comprados pela Odebrecht em troca de contratos firmados pela empreiteira com a Petrobras. Outras sete pessoas também são rés no processo. A ex-primeira dama Marisa Leticia chegou a ser acusada, contudo, o juiz Sérgio Moro arquivou a ação contra ela. Marisa Leticia morreu em fevereiro deste ano.